
Às vezes bate aquela vontade de voltar pra você, correr pros seus braços que um dia acalentaram minha doce inocência e me davam o conforto necessário nas horas em que me via só. Deitar à tua sombra, relembrar sua simplicidade e sentir um pouco mais desse calor sincero que me deste um dia. Mas meu destino não quis assim, me empurrou pra outros braços, me jogou à própria sorte, a perambular pelo mundo, sem guarida e sem descanso, até que estacionei em outro recanto.
Estou só outra vez. Perdi a essência de ser parte de ti, me vi obrigado a confessar outro amor, mesmo de coração partido, e hoje sinto meus pés doloridos, minhas costas ardentes, meu fôlego mais curto e minha mente mais cansada, porque esse mundo é cruel demais para um filho sem pátria, para um homem que luta por justiça e o máximo que alcança é a indiferença de quem um dia o hospedou por vontade, hoje cobra condomínio por avareza. Foste pai e mãe ao mesmo tempo, comparando-se com minha adoção que hoje me acolhe e me acalma.
São 11 anos de separação, pelo visto serão mais 20, 50 ou um século, ou talvez nunca mais nos vejamos como antes, mesmo que fisicamente estando, mas sem o teu calor que já não me pertence mais. Tudo longe de ti é estranho: os olhares que rodeiam os juízos que aplicam, o oxigênio é diferente. Baixio de uma vasta solidão, de uma avassaladora saudade, não sei se do sofrimento da infância, das paixões inventadas só pra ver o tempo passar ou quem sabe da singeleza que tanto fazia bem.
Mas os carnavais sempre vem para matarmos nossa saudade e rever os amigos. Um drink aos amigos que lutam pela sobrevivência em outros estados e que por ventura não poderão se encontrar este ano. Este carnaval será inesquecivel.
Parabéns Luiz Carlos!
A fineza e sinceridade de sua veia poética revelou o que muitos “degredados” do regaço acolhedor de sua terra natal gostariam de manifestar.
Meu abraço! Felicidades, Deus lhe proteja!
…braços q/ acalentaram minha doce inocência…emoção-saudade-amor.
Parabens Luis Carlos pela declaração de amor a nossa terra. É longe é pequenina mas é boa. Dela a gente se separa ” mas sempre na esperança de um dia voltar”.